ūüé•Transi√ß√£o energ√©tica e a eletrifica√ß√£o de frotas comerciais: Desafios e oportunidades

Por Nivalde de Castro, Luiza Masseno Leal, Lara Milioni Moscon e Lucca Zamboni.

Este artigo foi publicado na Agência CanalEnergia em 15 de janeiro de 2021 (Clique aqui acessar o PDF).

A pesquisadora Lara Moscon apresenta artigo sobre transição energética e a eletrificação de frotas comerciais.

I РIntrodução

√Č poss√≠vel perceber nos √ļltimos anos, uma maior conscientiza√ß√£o global acerca dos riscos clim√°ticos derivados do aquecimento global, al√©m de um consenso acerca da urg√™ncia em se implementar medidas de mitiga√ß√£o de seus impactos negativos. Nesse contexto, a sustentabilidade ambiental passou a ser objeto de acordos internacionais e metas propostas por diferentes pa√≠ses para redu√ß√£o e neutralidade de emiss√Ķes de CO2. No entanto, para que esses objetivos possam ser alcan√ßados √© necess√°rio e imprescind√≠vel o envolvimento e comprometimento de agentes governamentais, econ√īmicos, institui√ß√Ķes
acadêmicas e científicas, em suma, a sociedade como um todo.

Diante desse contexto din√Ęmico e complexo, diversas transforma√ß√Ķes est√£o sendo planejadas, programadas e implementadas com o objetivo estrat√©gico de caminhar na dire√ß√£o de um desenvolvimento econ√īmico ambientalmente sustent√°vel. Essas motiva√ß√Ķes e transforma√ß√Ķes est√£o no √Ęmago do processo de transi√ß√£o energ√©tica, no qual o objetivo primordial √© a descarboniza√ß√£o, interagindo de forma din√Ęmica com a digitaliza√ß√£o e descentraliza√ß√£o dos sistemas energ√©ticos e das bases produtivas de todos os bens e servi√ßos.

O resultante deste din√Ęmico processo √© a eletrifica√ß√£o do consumo final das atividades econ√īmicas mais poluidoras, derivada diretamente do aumento da participa√ß√£o de fontes renov√°veis na matriz energ√©tica.

Nesta dire√ß√£o, o setor de transporte possuiu um alto potencial de eletrifica√ß√£o e de descarboniza√ß√£o em fun√ß√£o da sua participa√ß√£o na emiss√£o de CO2. Segundo dados da IEA (2019b), este setor foi respons√°vel por cerca de 24% das emiss√Ķes mundiais de CO2 em 2017.

Segundo dados do Our World in Data (2020), apenas o transporte rodovi√°rio √© respons√°vel por cerca de 74,5% das emiss√Ķes totais correspondentes ao setor de transportes. Esse percentual, por sua vez, √© composto pelo transporte de passageiros e frotas que representam 45,1% e 29,4% das emiss√Ķes, respectivamente. Dessa forma, a constru√ß√£o de um ecossistema de mobilidade eficiente, sustent√°vel e ecologicamente correto para as frotas comerciais ganha cada vez mais relev√Ęncia no cen√°rio internacional.

Diante deste enquadramento preliminar, esse artigo visa analisar os principais desafios e oportunidades da implementação de frotas comerciais de veículos elétricos (VE).

II ‚Äď Frotas de Ve√≠culos El√©tricos

O setor de transportes é responsável por externalidades ambientais negativas, destacando-se entre elas:
i. Emiss√£o de gases do efeito estufa (GEE);
ii. Polui√ß√£o do ar e, consequente, piora da sa√ļde da popula√ß√£o;
iii. Congestionamento do tr√°fego; e
iv. Poluição sonora.

Neste sentido, os veículos elétricos constituem um importante vetor para acelerar o processo de descarbonização e de desenvolvimento sustentável e, consequentemente da qualidade de vida da sociedade, considerando que a tecnologia dos VE não emite gases poluentes em sua operação e são mais silenciosos em comparação com os veículos à combustão interna (VCI).

Como forma de impulsionar a transi√ß√£o energ√©tica das frotas comerciais, constatam-se esfor√ßos de diversos pa√≠ses em promover pol√≠ticas p√ļblicas de apoio a eletrifica√ß√£o das frotas. Um exemplo deste processo √© da Uni√£o Europeia que, em fevereiro de 2019, atrav√©s do Conselho e do Parlamento Europeu estabeleceram um acordo provis√≥rio sobre a revis√£o da Clean Vehicles Directive of 2009 (2009/33/CE). A pol√≠tica p√ļblica vinculada a esta diretiva aumenta os n√≠veis m√≠nimos para aquisi√ß√Ķes por √≥rg√£o p√ļblicos de VE: leves, caminh√Ķes e √īnibus para 2025 e 2030 (IEA, 2019a). Al√©m disso, a medida estabeleceu novos padr√Ķes de emiss√Ķes para ve√≠culos de passageiros e comerciais. No caso dos ve√≠culos comerciais foi fixada redu√ß√£o das emiss√Ķes de CO2/km de 31% em rela√ß√£o √† meta que lhes foi fixada para 2020 (147 g de CO2/km).

No entanto, para que o processo de transi√ß√£o energ√©tica se materialize e se concretize, s√£o estrat√©gicos os investimentos em inova√ß√Ķes em produtos e servi√ßos que alterem a din√Ęmica desses setores de forma mais ampla e contribuam para a t√£o almejada economia de baixo carbono.

Nesse contexto, as principais inova√ß√Ķes tecnol√≥gicas para as frotas comerciais de VE, segundo o IRU (2017) s√£o:
i. Digitalização;
ii. Com√©rcio eletr√īnico;
iii. Eletromobilidade;
iv. Dire√ß√£o aut√īnoma;
v. VE e infraestrutura de recarga conectados; e
vi. Novos conceitos e práticas logísticas.

Estas transforma√ß√Ķes tecnol√≥gicas v√£o exigir grandes volumes de investimentos na ind√ļstria automobil√≠stica e, com destaque para os necess√°rios avan√ßos na intelig√™ncia artificial e automa√ß√£o, al√©m de novos padr√Ķes de consumo em dire√ß√£o ao e-commerce.

Adicionalmente, as frotas comerciais s√£o ‚Äúearly adopters‚ÄĚ ideais, uma vez que as empresas operam com quilometragem mais alta do que os indiv√≠duos em geral e tendem a comprar uma grande quantidade de ve√≠culos. Al√©m disso, ressalta-se que os early adopters possuem mais elevado grau de lideran√ßa de opini√£o, desempenhando um papel cr√≠tico em afetar a decis√£o de potenciais compradores desses ve√≠culos (MOHAMMED; NIESTEN; GAGLIARDI, 2020).

Neste sentido, a crescente adoção da nova tecnologia de VE possibilitará maiores retornos, ganhos de escala e de aprendizagem intensificados, possibilitando maior aprimoramento tecnológico e redução de custos.

A operação de frotas comerciais de VE, no entanto, possui algumas especificidades importantes que afetam de forma significativa a decisão de compra e eletrificação por parte das empresas:
i. As opera√ß√Ķes realizadas possuem caracter√≠sticas espec√≠ficas de rotas e demandas de atendimento, dependendo do tipo de atividade da empresa;
ii. Demandam tipos específicos de VE para os diferentes tipos de atividade; e
iii. Necessitam de ativos complementares (implementos) essenciais para prestação de serviços específicos.

Do ponto de vista operacional, algumas experiências internacionais analisadas indicam uma vantagem competitiva de VE (em especial os médios e pesados):
i. Alto torque constante em todas as velocidades;
ii. Eficiência energética no tráfego pesado, ou seja, para um ciclo de condução com paradas frequentes e baixa velocidade média;
iii. Alta capacidade de manobra em ruas estreitas; e
iv. Operação silenciosa.

Adicionalmente, por serem silenciosos, esses veículos podem executar os serviços durante a noite, aumentando o potencial de otimização do uso da frota, contribuindo para redução dos níveis de congestionamentos urbanos.

No entanto, a eletrificação de frotas comerciais apresenta desafios. Dentre os quais, os principais que merecem ser destacados são:
i. Alto custo de aquisição dos VE;
ii. Insuficiência de infraestrutura de carregamento; e
iii. Disponibilidade restrita de modelos adequados às necessidades operativas.

O alto pre√ßo de aquisi√ß√£o dos VE √© o fator geralmente considerado como mais desafiador pelos operadores de frotas. No entanto, segundo dados da Bloomberg New Energy Finance, a previs√£o √© que os caminh√Ķes el√©tricos m√©dios alcancem a paridade de custo inicial com ve√≠culos de motor a combust√£o interna por volta de 2025, enquanto caminh√Ķes pesados ir√£o atingir essa paridade por volta de 2030 (BUHOLTZ, 2020).

Vale ressaltar ainda que o alto pre√ßo de aquisi√ß√£o pode ser parcialmente compensado pelos baixos custos de opera√ß√£o e manuten√ß√£o em compara√ß√£o com os ve√≠culos convencionais. Segundo Lee (2020), os caminh√Ķes el√©tricos possuem, um custo total de manuten√ß√£o 35% menor do que os caminh√Ķes a diesel devido √† menor quantidade de pe√ßas em seus respectivos motores, frenagem regenerativa e outros.

Um segundo entrave √† ado√ß√£o de VE m√©dios e pesados √© a inadequada ou a falta de infraestrutura de recarga, p√ļblica e/ou privada, considerando limita√ß√Ķes da autonomia desses ve√≠culos e perfil de utiliza√ß√£o dos usu√°rios.

Caminh√Ķes el√©tricos que operam em longa dist√Ęncia requerem baterias de alta capacidade e, consequentemente, uma carga de alta pot√™ncia implicando em tens√Ķes mais elevadas, o que demanda um alto investimento em equipamentos de recarga e adequa√ß√£o de infraestrutura. Al√©m disso, o carregamento do ve√≠culo pode levar muito tempo dependendo das suas especifica√ß√Ķes (IEA, 2020).

O terceiro desafio consiste que os potenciais compradores de VE comerciais se deparam com poucos modelos no mercado e insuficiente suporte técnico. A dificuldade de fornecimento de serviços de manutenção ágeis e qualificados, podem levar o VE ficar fora de serviço por períodos longos, o que gera não só despesas adicionais para os operadores, mas riscos em relação aos contratos de serviços.

Essa realidade, no entanto, tende a se modificar gradativamente, e diversos fabricantes est√£o apostando em investimentos nos segmentos de VE m√©dios e pesados. Segundo dados da IEA (2020), as vendas globais de caminh√Ķes el√©tricos bateram um recorde em 2019, com mais de 6.000 unidades, enquanto o n√ļmero de modelos continua a se expandir.

Especificamente em rela√ß√£o √† Uni√£o Europeia (UE), l√≠der no processo de transi√ß√£o energ√©tica, e notadamente frente aos compromissos de neutralizar a emiss√£o de CO2 at√© 2050, CEOs das sete fabricantes de caminh√Ķes que atuam no bloco – Scania, Volvo, Daimler, Ford, Iveco, MAN(VW) e DAF – e Automobile Manufacturers Association (ACEA), entidade que representa os 16 principais fabricantes de autom√≥veis, vans, caminh√Ķes e √īnibus da UE, assinaram uma declara√ß√£o conjunta para que at√© 2040, todos os novos caminh√Ķes vendidos devem ser de zero emiss√£o (CHIARETTI, 2020).

III ‚Äď Cen√°rios para o Brasil

Este processo global de transi√ß√£o para mobilidade el√©trica, ir√° pressionar o Brasil na dire√ß√£o da eletrifica√ß√£o de sua frota. Isso ocorre, principalmente, ao considerar que a ind√ļstria automobil√≠stica √© um oligop√≥lio mundial que adota padr√Ķes de produ√ß√£o, de processos e estrat√©gias comerciais ao n√≠vel global. Dessa forma, a partir do momento que os VE atingirem um patamar mais competitivo em rela√ß√£o aos VCI, as subsidi√°rias da ind√ļstria automobil√≠stica mundial tendem a realizar movimentos coordenados a n√≠vel global em dire√ß√£o √† eletrifica√ß√£o de ve√≠culos dos mercados nacionais. Logo, o processo de convers√£o industrial na dire√ß√£o dos VE chegar√° ao Brasil, notadamente em fun√ß√£o do potencial de demanda de VE dada a dimens√£o continental, capacidade produtiva instalada e potencial de demanda de VE.

No que diz respeito √† eletrifica√ß√£o do transporte de carga, √© esperado que o Brasil ganhe relev√Ęncia, pois ao contr√°rio dos autom√≥veis, usados de forma semelhante em v√°rios pa√≠ses, os caminh√Ķes possuem caracter√≠sticas diferentes em cada regi√£o. Marcos Saltini, diretor de rela√ß√Ķes institucionais da Volks Caminh√Ķes, destaca que na Europa os caminh√Ķes transportam at√© 40 toneladas, em m√©dia, enquanto no Brasil esse valor chega a 75, o que altera de forma significativa os requisitos de opera√ß√£o (OLMOS, 2020).

Nesse cen√°rio, a Volkswagen Caminh√Ķes anunciou um investimento de R$ 2 bilh√Ķes para acompanhar as mudan√ßas tecnol√≥gicas no per√≠odo de 2021 a 2025. E diferente do que acontece com ve√≠culos leves, grande parte do desenvolvimento de caminh√Ķes el√©tricos ter√° como plataforma mundial de produ√ß√£o o Brasil (OLMOS, 2020).

As caracter√≠sticas do transporte de carga podem dificultar a ado√ß√£o em massa dos VE, mas ao mesmo tempo abrem oportunidades para o Brasil ganhar destaque. Ciente disso, a Volkswagen j√° aposta nessa circunst√Ęncia e estabelece os primeiros passos para se consolidar no mercado desenvolvendo projetos em parceria com os usu√°rios dos VE. Vale destacar que, em cidades e pa√≠ses onde modelos de caminh√Ķes el√©tricos pesados foram implantados, a ado√ß√£o foi estimulada por pol√≠ticas p√ļblicas de incentivo.

Um exemplo concreto desta estrat√©gia de atua√ß√£o e posicionamento no mercado brasileiro, o caminh√£o el√©trico e-Delivery da Volkswagen Caminh√Ķes e √Ēnibus j√° rodou mais de 30 mil quil√īmetros em testes, associado a um contrato para a frota de VE da Ambev. O carregamento do VE foi feito em um dos centros de distribui√ß√£o da Ambev em S√£o Paulo, abastecido por energia solar. Durante este per√≠odo, o caminh√£o el√©trico evitou a emiss√£o de mais de 22 toneladas de CO2 (AUTOMOTIVE BUSINESS, 2020).

Diante desse cen√°rio de transi√ß√£o energ√©tica mundial, a mobilidade el√©trica √©, sem d√ļvida, uma oportunidade de novos neg√≥cios para as empresas do setor el√©trico, seja no fornecimento de energia, desenvolvimento de infraestrutura de recarga, ou incorpora√ß√£o da mobilidade el√©trica em suas opera√ß√Ķes.

A Ag√™ncia Nacional de Energia El√©trica (ANEEL), ciente do papel estrat√©gico e indutor das inova√ß√Ķes regulat√≥rias para as inova√ß√Ķes tecnologicas disruptivas, abriu em fins de 2019 a Chamada de Projeto de P&D Estrat√©gico para ‚ÄúDesenvolvimento de Solu√ß√Ķes em Mobilidade El√©trica Eficiente‚ÄĚ. Foram 7 selecionados 38 projetos somando investimentos totais da ordem de R$ 616 milh√Ķes. Desse montante R$ 100 milh√Ķes referem-se √† contrapartida de empresas externas ao setor el√©trico e ao programa de P&D Aneel, ou seja, 16,23% do total dos investimentos propostos (ANEEL, 2019).

Os projetos t√™m como objetivos apresentar solu√ß√Ķes para mobilidade el√©trica por meio de modelos de neg√≥cio, equipamentos, tecnologias, servi√ßos, sistemas ou infraestruturas para suporte ao desenvolvimento ou √† opera√ß√£o dos VE. Os principais resultados esperados s√£o a constitui√ß√£o de modelos de neg√≥cio que contribuam, de maneira significativa, para a cria√ß√£o de massa cr√≠tica e base tecnol√≥gica para o desenvolvimento de produtos e servi√ßos nacionais na √°rea de Mobilidade El√©trica, e que demonstrem sua viabilidade t√©cnico-econ√īmica em territ√≥rio nacional.

IV – Conclus√£o

Em suma, a tendência da eletrificação de frotas ao redor no mundo já é considerada uma realidade e diversas iniciativas e projetos já estão sendo implementados. Novas políticas e metas implementadas pelos países tendem a acelerar esse processo, assim como o interesse empresarial por frotas comerciais elétricas impulsionados pela sensibilidade social em relação à sustentabilidade.

Vale destacar que, em muitas cidades e pa√≠ses, onde a mobilidade el√©trica est√° sendo implantada, sua ado√ß√£o e difus√£o foi estimulada por regula√ß√Ķes favor√°veis e pol√≠ticas p√ļblicas de incentivo.

O Brasil possui uma vantagem competitiva neste segmento pela predomin√Ęncia do transporte rodovi√°rio, dando escala para a as montadoras inovarem e crescerem no pa√≠s bem como exportar esta tecnologia para o mundo. Al√©m disso, o pa√≠s tamb√©m se destaca pela sua predomin√Ęncia de fontes renov√°veis na matriz el√©trica, fator fundamental para eletrifica√ß√£o do setor de transportes em dire√ß√£o a uma economia de baixo carbono.

Referências:

ANEEL. Chamada de P&D da ANEEL atinge meio bilhão de reais de investimentos em mobilidade elétrica. Disponível em: https://www.aneel.gov.br/sala-de-imprensa-exibicao-2/- /asset_publisher/zXQREz8EVlZ6/content/chamada-de-p-d-da-aneel-atingemeio-bilhao-de-reais-de-investimentos-em-mobilidade-eletricaeficiente/656877?inheritRedirect=false.
AUTOMOTIVE BUSINESS. Caminhão elétrico da VWCO supera 30 mil km em testes com Ambev. Automotive Business, [S. l.], 20 ago. 2020. Disponível em: http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/31649/caminhao-eletrico-davwco-supera-30-mil-km-em-testes-comambev#:~:text=O%20caminh%C3%A3o%20el%C3%A9trico%20e%2DDelivery, de%20bebidas%20em%20S%C3%A3o%20Paulo. Acesso em: 17 dez. 2020.
BUHOLTZ, Travi. Electrifying Freight: Pathways to Accelerating the Transition. Electrification Coalition, [S. l.], nov. 2020. Disponível em: https://www.electrificationcoalition.org/electrifying-freight-pathways-toaccelerating-thetransition/#:~:text=A%20new%20report%20from%20the,to%20facilitate%20and %20accelerate%20freight. Acesso em: 16 dez. 2020.
CHIARETTI, Daniela. Corte na emiss√£o de CO2 une montadoras e cientistas na Europa. Valor Econ√īmico, [S. l.], 17 dez. 2020. Dispon√≠vel em: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2020/12/17/corte-na-emissao-deco2-une-montadoras-e-cientistas-na-europa.ghtml. Acesso em: 17 dez. 2020.

GREEN CAR CONGRESS. CALSTART: zero-emission trucks, buses, off-road equipment on track for 78% rise in models in 2020, doubling by 2023. Green Car Congress, [S. l.], p. 1, 3 jun. 2020. Disponível em: https://www.greencarcongress.com/2020/06/20200603-zeti.html. Acesso em: 16 dez. 2020.
IEA, International Energy Agency. Global EV Outlook 2020. 2020. Disponível em: . Acesso em: 30 ago. 2020. IEA, International Energy Agency. Global EV Outlook 2019. 2019a. Disponível em: Acesso em: 04 set. 2019.
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